"Native Advertising", a buzzword da vez pro que a publicidade já devia fazer faz tempo

Go Native, Ad Man, na Fast Company.

Ou seja “tivemos que inventar um nome novo pra ver se finalmente vocês finalmente entendem”. Nada que o Seth Godin não fale faz quase dez anos, pra ficar num exemplo só.

Mas a matéria traz bons exemplos e mostra como o mercado está se movimentando pra isso. 

Last.fm vai parar com streaming e focar na recomendação

Following the launch of the new Last.fm Player earlier this year and Last.fm’s partnership with Spotify for on-demand playback, we’ve revised the subscription service in order to focus on the new Last.fm Player and Last.fm’s over-arching mission: world-class music recommendations

Não chega a ser surpreendente, mas fico triste de ver um dos serviços que me fez decidir de vez trabalhar com produtos web ter que admitir assim que perdeu o bonde (como eu tinha dito uns meses atrás, aliás).

Mas as recomendações do Last.fm (que sobrevivem a partir da API deles e da presença em serviços como o Spotify - ao menos por enquanto) ainda são as melhores do mercado, na minha opinião. 

Um prazer participar de um evento como esse Startup Weekend Rio Favela.

A aprovação do Marco Civil nas palavras de Tim Berners-Lee

"O Marco Civil cimenta a reputação do Brasil como um líder da democracia e do progresso social"

O artigo completo aqui.

Qual a melhor série de TV de todos os tempos? A resposta está nos gráficos.

Sensacional a visualização que esse projeto faz em cima das notas médias do IMDB de cada episódio de séries de TV.

E de quebra prova o quanto The Wire é fodona. 

Pra variar, o respeito ao consumidor venceu uma.

Na sexta eu postei sobre a apresentação feita por uma consumidora da Oppa que estava bem chateada com o tratamento dispensado pela empresa.

Legal poder voltar a isso e ver como a Oppa resolveu o problema e se comprometeu a melhorar. Vejam abaixo.

Muito positiva a forma como a autora coloca seus porquês: por que fazer uma apresentação em vez de processar, por que fazer público, por que ter respeito.
Porque assim construímos e todo mundo sai ganhando. Palmas pra Gica por ter colocado isso em pauta. E parabéns a Oppa por ter aproveitado isso como uma oportunidade para aprender e melhorar.
Obrigatório pra todo mundo que trabalha com comunicação, internet ou marketing.

"Construir é melhor que destruir"

Em uma frase, a Gica Yabu (que eu nem conheço mas já virei fã) explica como uma marca deve se portar. E nessa apresentação ela dá o mapa de como não se deve se relacionar com o consumidor.

Ah, as marcas que acham que é só ser descolado e postar coisas fofinhas no Insta pra se relacionar com o consumidor… Resultado? Quase 35.000 views. 
UPDATE: a Gica tirou a apresentação do ar após conseguir resolver o problema com a Oppa, que aproveitou a oportunidade para rever como lida com seus consumidores. E fez outra com o conteúdo todo, aqui. Sensacional.

Popcorn Time service for pirated movies refuses to stay shut down

Foi mais rápido do que eu achava (e exatamente como eu achava que seria).

Acabou a pipoca (?)

Não durou muito no ar o Popcorn Time, como era de se esperar. Da carta de despedida deles, um trecho que chama atenção:

You know what’s the best thing about Popcorn Time? That tons of people agreed in unison that the movie industry has way too many ridiculous restrictions on way too many markets. (…) The bulk of our users is not in the US. It’s everywhere else. Popcorn Time got installed on every single country on Earth. Even the two that don’t have internet access.

O desafio para as empresas de internet que querem ser empresas de mídia (Netflix, Hulu, Spotify… mas também Google, Amazon e Apple em diferentes níveis) é esse: se um serviço está disponível em um lugar, ele tem que estar disponível no mundo todo.

Sobre o “fim” do serviço, claro que a internet vai fazer dele mais uma Hidra de Lerna:

A cada cabeça cortada, surgiam duas outras em seu lugar.

Os próprios caras disponibilizaram o código-fonte. Que, óbvio, já está disponível em torrent, sendo alterado e melhorado no Github… Agora começa a corrida pra criarem serviços ainda melhores sobre os escombros do que caiu. Esse filme nós já vimos antes e quem morre no fim é uma indústria que não consegue se atualizar e entregar o que seus clientes querem

Pra citar de novo a carta de despedida dos caras:

We stand in awe at what open source community can do.

Agreed.

P.s.: Torcendo pra que uma das coisas seja juntar o Popcorn Time com o código aberto do Boxee.

Facebook: um mapa das redes de ódio

Importantíssimo esse trabalho do Laboratório de Estudos sobre Imagem e Cibercultura da UFES mostrando as páginas e comunidades que se articulam em torno de temas como apoio à violência policial, combate aos direitos humanos e até mesmo clamam por um novo golpe militar no Brasil.

O trabalho lembra os estudos de análise de redes da Raquel Recuero (utiliza o mesmo método, afinal) e mostra como se interrelacionam e onde está a força dessas comunidades. Fundamental entender isso para quem trabalha com marketing digital.

E fundamental minar a força desses grupos para quem quer um mundo melhor.